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Aos 65 anos ainda é possível viver mais 20. “A sociedade ainda não está preparada para essa mudança”

A esperança média de vida dos portugueses voltou a aumentar como tem acontecido há já vários anos

d.r.

Apostar na formação dos trabalhadores mais velhos, criando uma espécie de “plano poupança-formação” e facilitando a mudança de atividade ou de profissão, é um dos passos necessários. E é fundamental “desformatar” a sociedade e criar sistemas “mais flexíveis” em relação à reforma, dizem os especialistas

Um bebé que nasça hoje viverá em média até 2099 e quem fizer agora 65 anos pode esperar viver até 2037. A esperança média de vida voltou a aumentar, como tem vindo gradualmente a acontecer, chegando aos 80,78 anos, como mostram dados desta terça-feira do Instituto Nacional de Estatística. Só que o facto de uma pessoa com 65 anos ainda ter mais 20 anos pela frente requer uma adaptação que ainda não aconteceu. “A sociedade ainda não está preparada para esta mudança. Temos de encontrar novas medidas que se adaptem a esta nova realidade”, defende a demógrafa Maria Filomena Mendes.

O envelhecimento da população é uma característica já conhecida das sociedades europeias e da portuguesa em particular. E apesar de a discussão mais comum ser sobre a sustentabilidade do sistema de pensões, há outras dimensões do problema que devem saltar para o debate. “Hoje as pessoas com 65 ou mais anos são muito diferentes das que tinham essas idades há alguns anos. Há pessoas com 70 ou 80 anos perfeitamente autónomas”, refere a presidente da Associação Portuguesa de Demografia. E uma dessas mudanças necessárias passa pela formação. “Tem de haver maior reconversão e requalificação das pessoas mais velhas.”

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