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A história de 150 anos de água a chegar a Lisboa

Foi em 1746 que as primeiras águas do Aqueduto das Águas Livres começaram a entrar em Lisboa

nuno botelho

A EPAL comemora 150 anos em 2018. Dos chafarizes, fontanários e aguadeiros às primeiras redes domiciliárias, muito mudou na forma como a água foi chegando a Lisboa no último século e meio

Raquel Albuquerque

Raquel Albuquerque

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

Fotojornalista

Cinquenta réis por cada molho de palha, seis réis por cada litro e meio de vinho e cinco réis por meio quilo de carne foram alguns dos impostos criados em 1729 para pagar as obras do Aqueduto das Águas Livres. Chamaram-lhes “real d’água” e só o imposto da carne rendeu 12 mil réis num ano porque se venderam 28 mil bois, 1200 vitelos, 28 mil carneiros e 12 mil porcos.

A empreitada arrancou em 1731, numa altura em que a água escasseava em Lisboa. Viviam cerca de 200 mil pessoas na cidade, distribuídas por 44 mil casas. A água chegava-lhes através dos chafarizes e era vendida pelos aguadeiros em cântaros de barro, potes ou barris. Quanto mais alto fosse o piso a que os aguadeiros tivessem de subir para entregar a água, mais caro seria o preço a pagar.

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