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Amélia esteve na Constituinte. Ela e mais vinte deputadas

Amélia de Azevedo, 88 anos, recorda os tempos de deputada na Constituinte

Rui Duarte Silva

Sophia, Beatriz, Helena e Amélia foram deputadas ao mesmo tempo que os seus maridos. Mandatadas pelo povo para redigirem a primeira Constituição da democracia portuguesa, tiveram um papel determinante num Parlamento cheio de fatos e gravatas cinzentos

Amélia, 88 anos de respostas prontas e detalhadas, foi deputada do PPD (Partido Popular Democrático), mas um antigo colega da Faculdade de Direito de Coimbra ainda tentou convencê-la a candidatar-se pelo PS: “As pessoas vibraram muito com o 25 de Abril e com a possibilidade de trocarem ideias. Aqui no Porto queriam uma lista que tivesse mulheres e não era fácil”. O antifascista Emídio Guerreiro, que fora militante da LUAR no tempo da ditadura, tinha aderido ao PPD e “queria uma mulher na lista para dar representatividade”. “Eu estava com 45 anos, tinha os filhos criados, a minha filha já estava na Faculdade de Medicina, e tinha mais disponibilidade do que as mulheres com filhos pequenos”, recorda.

Amélia Cavaleiro Monteiro de Andrade de Azevedo ficou logo num lugar elegível. Não entrou na Assembleia Constituinte para substituir nenhum deputado homem que tenha desistido do mandato que lhe fora conferido pelo povo.

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