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Ele arriscou a carreira no mainstream em nome da arte

Foto Christopher Polk/Getty Images

Quem é Kendrick Lamar, o primeiro a quebrar a hegemonia do jazz e da música clássica nos prémios Pulitzer? “Conseguir oferecer às pessoas esta luxúria musical é mesmo muito raro”, diz o rapper português Valete sobre o norte-americano. Então pedimos a Valete para nos explicar mais sobre Lamar, artista de música febril e interventiva que se tornou popular sem ser “infantiloide”

Texto Valete (a partir de um depoimento recolhido por Marta Gonçalves)

Os EUA estão a sofrer muito com a proliferação do Youtube, dos artistas da internet e isso faz com que haja muita coisa de baixa qualidade a circular. Creio que isso é sobretudo consumido por crianças e pré-adolescentes, por isso os artistas que se tornam mais populares têm um registo mais infantiloide. E isso está a congestionar o rap e logo aí o Lamar distingue-se. É um artista num registo convencional, tradicional do hip-hop. Preocupa-se com a sua arte, a escrita, as músicas. Creio que a grande vantagem em relação aos outros rappers nos EUA é que, apesar de não ser músico, tem uma sensibilidade musical ímpar. Tem um bom gosto e sensibilidade muito rara no hip-hop.

Veem-se coisas com esta fineza musical quando há rappers que também são produtores, como por exemplo o Kanye West ou o Dr. Dre. Um gajo que é só rapper - o Lamar não é músico nem produtor -, conseguir oferecer às pessoas esta luxúria musical é mesmo muito raro. É incrível.

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