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“O objetivo da PIDE era que as pessoas falassem mesmo quando já sabia o que elas iriam responder”

A prisão do Aljube, onde muitos oposicionistas do regime de Salazar e Marcello foram torturados

Marcos Borga

Ana Aranha e Carlos Ademar lançaram recentemente “Memórias do Exílio” (Parsifal, 2018), um livro que recolhe testemunhos daqueles que não puderam ou não quiseram viver no Portugal oprimido, anterior ao 25 de Abril. A poucos dias de se comemorarem os 44 anos da Revolução, outra obra dos mesmos autores volta à discussão. Trata-se de “No Limite da Dor - A Tortura nas Prisões da PIDE”

A Fundação José Saramago recebe esta quarta-feira Ana Aranha, Carlos Ademar e a resistente antifascista Georgina Azevedo, para falarem sobre um livro que teve origem num programa de rádio com o mesmo nome, emitido na Antena 1, em 2014, ano em que se comemoraram os quarenta anos do 25 de Abril. “No Limite da Dor - A Tortura nas Prisões da PIDE” (Parsifal, 2014), com prefácio de Irene Flunser Pimentel e posfácio de Mário de Carvalho, recolhe testemunhos daqueles que passaram pelas prisões da PIDE, a polícia política do anterior regime. Com Ana Aranha recordámos uma obra que não quer esquecer aqueles que “lutaram pela vida no sentido mais nobre”.

À parte da questão política, estes testemunhos ensinaram-lhe mais sobre a vida ou sobre a morte?
Sobre a vida. Estes testemunhos são lições de vida e de vidas muito especiais. Foram pessoas que aceitaram um sacrifício de grande dor e sofrimento em defesa de ideais de liberdade que iam contra as formas de repressão da ditadura. Quem aceita sujeitar-se a este tipo de sofrimento e quem luta como eles lutaram está a lutar pela vida no sentido mais nobre.

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