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O Mundial da Rússia pode mesmo ser um problema depois do ataque à Síria?

Um dos aviões franceses que participou na operação militar na Síria do final da semana passada

reuters

Os especialistas em relações internacionais discutem por estas horas que tipo de retaliações podem vir da Rússia após o bombardeamento na Síria conduzido por EUA, Reino Unido e França. Um especialista ouvido pelo Expresso teme mesmo consequências durante o Mundial de Futebol

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

A intervenção militar dos EUA, Reino Unido e França levantou várias questões, nomeadamente quanto a possíveis retaliações por parte da Rússia e da Síria - enquanto Vladimir Putin foi claro ao anunciar “consequências”, Bashar al-Assad, presidente sírio, tem mantido uma postura mais reservada, criticando os ataques mas sem prometer uma resposta. Para Tarek Radwan, do think tank norte-americano Atlantic Council, o mais provável é que tanto Moscovo como Damasco “usem estes ataques para limpar a sua imagem e tirar peso às acusações que lhes têm sido dirigidas sobre violações da lei internacional e crimes de guerra”, retirando assim credibilidade aos países ocidentais e às suas exigências para que o regime sírio adote uma conduta diferente da adotada até agora.

De resto, Tarek Radwan não acredita que se verifique outro tipo de retaliações, até porque “é claro para todos que os EUA não pretendem influenciar o desfecho da guerra”, assim como não o pretendem nenhum dos países envolvidos nos recentes ataques. “O Reino Unido quis apenas vingar o envenenamento do antigo espião russo [Sergei Skripal] em solo britânico e a estratégia americana mantém-se a mesma - lutar contra os terroristas, proteger os cantões das SDF [Forças Democráticas Sírias, formadas por árabes e curdos], investir o mínimo possível no conflito e evitar mudanças que obriguem a uma permanência no terreno por tempo superior ao determinado.”

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