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O resgate do soldado Milhões

d.r.

Filme estreado esta semana evoca o lendário soldado português que vendeu cara a derrota em La Lys. Bons efeitos especiais e reconstituição milimétrica das trincheiras no Campo de Tiro de Alcochete. Menos bem o cenário de algumas passagens do filme que nada tem a ver com as paisagens da Flandres

Durante dois anos - ou, melhor dizendo, quatro, se contarmos com os primeiros combates em Angola e Moçambique - Portugal empenhou mais de 200 mil homens na I Guerra Mundial, dos quais quase dez mil terão morrido, sobretudo em África mas também na Flandres. Muitos outros voltaram feridos, gaseados ou estropiados e a I República não resistiu a mais este trauma.

Tirando as obras de análise e ensaio, que memória deixou tudo isto na literatura? À parte diários, como os de Jaime Cortesão, Bento Roma ou Raul Carvalho, muito pouco. E quanto a filmes, apenas “João Ratão”, de Jorge Brum do Canto (1940). Deste passaram à posteridade duas coisas: a cena do dito João salvando o tenente Resende em La Lys e o “Fado do Pão-de-ló”, antes popularizado por Estêvão Amarante, cujos versos terminam assim: “Por isso a guitarra amiga nunca abandona o soldado/Transforma a dor em cantiga, que é o seu fado/E diz em tom plangente com orgulho e altivez/Que o mais valente é o soldado português”...

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