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Na Europa de 2018 criam-se jornais clandestinos

A última edição oficial do Magyar Nemzet saiu na quarta-feira mas os jornalistas preparam uma “ilegal” para este sábado

Foto Bernadett Szabo/REUTERs

Nos últimos três anos o Magyar Nemzet tornara-se um jornal crítico do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Um dia depois da sua reeleição, o administrador do grupo anunciou o fecho. Agora os jornalistas do “Nação Húngara” preparam uma edição clandestina que será impressa em Bratislava porque na Hungria os jornalistas nem nas gráficas confiam

Ana França

Ana França

Jornalista

Ao telefone só se ouvem cadeiras a arrastar, dedos rápidos a maltratar um teclado, pessoas a gritar ordens de um lado para o outro e alguns risos nervosos. É o som de uma redação a meio de um fecho que não é só mais um fecho. Segundo a lei húngara, os trabalhadores de qualquer empresa com escritórios no país que declare falência têm um mês para abandonar as instalações e é precisamente isso que os cerca de 25 jornalistas permanentes do diário Magyar Nemzet (“Nação Húngara”) estão a fazer: a ocupar um espaço ao qual ainda têm direito para fazerem um jornal que já não pode sair. Mas como a ética e a moral não estão agrafadas à lei nem à vontade dos administradores, o Magyar Nemzet está a ser preparado e vai sair amanhã: a primeira edição clandestina de um jornal com mais de 80 anos.

“Está tudo maluco, o deadline é às seis da tarde, é daqui a uma hora e nós temos um jornal de 60 páginas para fazer, 60 páginas como sempre, não vamos apresentar um folheto, vamos apresentar um jornal como ele sempre foi”, diz ao Expresso Lukács Csaba, redator principal do jornal que teve a sua última edição dia 11 de abril.

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