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Zuck, o militar

Mark Zuckerberg passou dois dias a ser interrogado pelos representantes do povo norte-americano sobre questões de privacidade relacionadas com a sua rede social, o Facebook

SHAWN THEW/epa

Lá fora dezenas de recortes de Zuckerberg em tamanho real plantados na relva em protesto face aos “atentados” do Facebook contra a privacidade dos seus utilizadores. Lá dentro meia centena de representantes do povo norte-americano para o interrogar. O CEO do Facebook foi treinado “como um militar” para enfrentar os dois dias de perguntas e respostas em Washington. O “New York Times” escreveu que foi preparado por 500 pessoas: “Possivelmente metade delas serviu como ‘atores’ a fazer de membros do Congresso extremamente bem informados, preparados para o ‘grelharem’”. Falámos com um especialista em comunicação que esteve onde tudo aconteceu

Ana França

Ana França

Jornalista

Houve vários momentos memoráveis nos dois dias em que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, enfrentou o Senado e o Congresso norte-americanos mas um deles é sublime e nem sequer se passou lá dentro. É quase um ensaio sobre a inevitabilidade em 140 caracteres. Durante o interrogatório, Richard Blumenthal e Kamala Harris, dois dos senadores com as mais duras vozes contra o poder hegemónico do Facebook, colocaram nas suas páginas do Twitter o endereço das suas páginas...no Facebook, onde estava tudo a acontecer em tempo real, coisa que os seus eleitores não podiam perder. Ali estavam eles, qual reencarnações de Charles-Henri Sanson, a tentar julgar um génio programador de 33 anos enquanto diziam aos seus milhões de seguidores para canalizarem toda a sua atenção para uma rede social criada por esse mesmo prodígio há 15 anos e que hoje tem mais pessoas do que qualquer país físico do mundo.

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