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Em dia de visita, Lula fica sozinho

Foto Reuters

Para evitar constrangimentos e eventuais confrontos, as visitas de Lula da Silva não acontecem no mesmo dia das dos demais detidos no edifício da Polícia Federal em Curitiba. Enquanto familiares dos outros presos, alguns deles delatores do ex-Presidente, entravam com sacolas, Lula permaneceu isolado

Christiana Martins

Christiana Martins

enviada ao Brasil

Jornalista

O regimento prevê que os visitantes dos presos no edifício da Polícia Federal em Curitiba possam entrar a partir das 8h. E assim foi, esta quarta-feira: logo cedo, começaram a chegar discretamente com mochilas e sacos, identificando-se à entrada. Quem não recebe visitas no mesmo dia dos outros detidos é o mais recente inquilino do edifício, o ex-Presidente brasileiro Lula da Silva.

A medida, de caráter preventivo, visa evitar situações constrangedoras entre os familiares de Lula e os de alguns dos outros presos, como o seu ex-ministro das Finanças, António Palocci, que aderiu ao sistema das delações premiadas, tendo revelado situações que envolvem o ex-Presidente Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato.

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  • “Não vale a pena ter medo, não resolve nada, tem de enfrentar”

    Não são assim tantos, mas são estrategas, sabem o que fazem e o que têm de fazer para resistir. São o povo de Lula da Silva no acampamento em Curitiba, onde o ex-Presidente brasileiro está preso por corrupção. Vão-se revezando, entram e saem das duas ruas que compõem a resistência do PT. Idosos, mulheres, jovens, homens e crianças, há de tudo do “Brasil real”. Muitas rugas, pele curtida pelo sol e chinelo no pé, sorriso no rosto e esperança de ver o companheiro Lula sair. Enquanto não sai, montam tenda e cantam