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O alto preço de ocupar as ruas

Apesar da complexidade da crise política, as ruas brasileiras ainda não se encheram com a contestação populacional. O confronto está adiado

Foto Getty Images

O país do samba e do futebol está cabisbaixo, atónito, assustado. Há milhões de pessoas felizes ao antecipar a prisão do ex-Presidente Lula da Silva e há outros tantos milhões deprimidos com a perda de uma referência. Todos têm consciência de que a rua é sempre a saída, mas a decisão de a ocupar é muito delicada. Os brasileiros estão tristes e não sabem o que fazer: se ficarem, o bicho pega, se correrem, o bicho come

Que país é esse em que um ex-Presidente eleito e candidato a novas eleições com 37% das intenções de voto está na iminência de ser preso e a população observa à distância, pela televisão? Um país com 208 milhões de habitantes e onde a contestação social se resume a pouco mais do que à rua do sindicato dos Metalúrgicos onde Lula da Silva se refugiou e algumas das capitais de um país de dimensões continentais.

Afinal, onde estão os mais de 80 milhões de potenciais defensores do ex-operário? Por onde andam os muitos milhares de pessoas que encheram as ruas brasileiras em 2013?
“São precisos nervos de aço para suportar viver num país que vai de imponderável em imponderável”, explica Adriano Pilatti, professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, para quem “a resistência é mais retórica do que real”.

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