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Artistas querem 1% do Orçamento do Estado

A contestação na Cultura tem ido em crescendo desde a última semana e culmina esta sexta-feira com concentrações do setor em vários pontos do país: Lisboa, Porto, Beja, Coimbra, Ponta Delgada, Funchal. Nem o reforço do investimento em 2,2 milhões anunciado por António Costa acalmou os ânimos: "O que nos reivindicamos não tem apenas a ver com uma questão orçamental, não basta com por algum dinheiro"

Um por cento para a Cultura, ou Cultura acima de zero. Parece uma reivindicação pequena, diminuta, a julgar pelos números que dão o mote a estes slogans de quem esta sexta-feira sai à rua "em defesa da Cultura". Um por cento é 880 milhões, cerca do dobro do atual orçamento do Miinistério da Cultura. Este valor traduz-se numa muito mais urgente e necessária exigência que, mesmo com os mais recentes reforços anunciados pelo Governo, não pode ser negligenciada: "[o Estado deve] arranjar uma linha de política cultural".

A semana passada, foram divulgados os resultados provisórios das candidaturas ao apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes). E o sector profissional das Artes não perdoou. Não pelos atrasos nas respostas, não pelas burocracias nas candidaturas, não pelos grupos artísticos históricos que foram excluídos desses resultados, não pela falta de verbas - tudo isso também provoca fortes transtornos no sector, mas a causa de indignação vai aparentemente mais além. "O problema mais geral é o modelo de apoio às artes e o papel do Estado no apoio à Cultura."

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