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“O Governo explicou-se mal e as pessoas compreenderam mal”: Costa sobre a polémica na Cultura

José Sena Goulão/Lusa

Fosse para dizer que não se conhece ‘o paradeiro político’ do ministro da Cultura ou para defender que com prioridades melhores o Governo asseguraria ’80 anos de apoios para as artes’, todos os partidos estiveram contra Costa na questão da Cultura. O debate marcou também a despedida de Montenegro do Parlamento – com alguma nostalgia no CDS – e novamente a não-resposta sobre a forma como o Governo planeia assegurar os meios aéreos para combater os fogos

O primeiro-ministro chegou ao debate quinzenal desta quinta-feira com o discurso sobre Cultura preparado, até porque ainda esta manhã escrevera uma carta aberta ao sector em que anunciava um aumento do orçamento e os argumentos estavam frescos. Costa teve de recorrer a eles frequentemente, para responder às críticas que choveram de todas as bancadas – incluindo as da esquerda, que insistiram em perceber as prioridades do Governo e, sobretudo, a prioridade de investir dinheiro na banca.

No debate, Costa repetiu quase palavra por palavra o teor da carta. Aconteceu pela primeira vez quando respondeu a Heloísa Apolónia, do PEV, que abriu o debate com a polémica da semana – os concursos para o apoio às artes, que terão deixado injustamente entidades e companhias de fora, provocando a contestação do sector. A deputada quis deixar claro que “nunca haverá um concurso justo enquanto a verba for minúscula”. E que as prioridades do Governo são outras, e entre elas conta-se ‘a obsessão com o sector bancário”: ‘O que dói é perceber que para determinados sectores há sempre dinheiro à larga”. Pelas contas de Heloísa Apolónia, o empréstimo ao Fundo de Resolução para o Novo Banco poderia servir para “45 anos de apoio às artes” e a margem do défice, décimas abaixo do previsto, seriam “80 anos de apoio”. “Porquê esta obsessão pelo sector bancário?”.

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