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Lei da paridade divide CDS. “Não me lembro de Adelino Amaro da Costa falar de quotas”

A presidente do partido é favorável à proposta do Governo

Marcos Borga

Assunção Cristas já assumiu que é favorável à lei e o grupo parlamentar tem liberdade de voto, mas há quem queira mais debate interno e quem prefira que o partido assuma uma voz única. CDS vai tentar impedir que regra entre em vigor imediatamente, até porque interfere na lista para as europeias de 2019

Há uma linha que separa o CDS, e é a linha que diz respeito às questões das quotas e da paridade. A líder do partido, Assunção Cristas, já assumiu que vai votar a favor da lei proposta pelo Governo que proíbe listas de partidos com menos de 40% de mulheres. Mas há quem aponte, no grupo parlamentar e na comissão política do partido, defeitos à lei e peça mais diálogo interno, sublinhando que esta não é uma questão pacífica na tradição do partido.

Uma vez que há liberdade de voto, a divisão vai refletir-se na bancada. Ao Expresso, vários deputados assumem que votarão contra a lei. Um dos casos é Filipe Anacoreta Correia, um dos deputados que no ano passado votaram a favor da lei das quotas para as empresas, mas desta vez planeia – embora reserve abertura para a discussão interna – votar contra. Cecília Meireles, deputada e vice do partido, adianta que vai manter a posição que teve em relação à lei anterior e votra contra também, em “coerência”, assim como António Carlos Monteiro, que “por princípio” se opõe à “imposição de quotas”.

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