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O cavalo que não conquistou Tróia

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O ardil de Ulisses para infiltrar soldados dentro das muralhas troianas e pôr termo a nove anos de cerco está descrito por Homero na “Ilíada”. Mas terá sido mesmo assim? A História moderna desconfia

A primeira coisa sobre a qual não há uma certeza absoluta é em que data terá ocorrido o cerco de Tróia, romanceado por Homero na Ilíada. Eventualmente por volta de 1200 a.C. Quanto ao famoso cavalo de madeira, diz-se que era tão grande que as muralhas tiveram que ser parcialmente demolidas para poder entrar. Lá dentro escondiam-se guerreiros gregos e os troianos não desconfiaram de um estratagema até ser tarde demais.

Como em muitas narrativas do mundo antigo pode haver aqui mais simbolismo que descrição factual. “É plausível que o famoso Cavalo de Tróia simbolizasse as máquinas de cerco que atacaram as muralhas da cidade”, disse José Varandas, docente da Faculdade de Letras de Lisboa falando na segunda sessão do curso livre Grandes Cercos do Mundo Antigo. Esta iniciativa do Centro de História da Universidade de Lisboa decorre naquela faculdade todas as quartas-feiras até 2 de Maio (excepção feita aos feriados da Sexta Feira Santa e 25 de Abril). É uma iniciativa que o Expresso tem acompanhado, à semelhança dos anos anteriores, sob o lema “A Guerra às Quartas”.

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