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“Acharam que retirarmos a greve anterior era sinal de fraqueza, e não era, mas era sinal de boa vontade. Agora vamos ver o que acontece”

José Caria

Os funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras iniciaram esta terça-feira uma greve de três dias, sendo a principal reivindicação o reconhecimento da especificidade das carreiras não-policiais. Se “na última reunião, não tinham nada para dizer”, depois da greve é “ver o que acontece” e “adaptar as ações de luta aos resultados”, diz a presidente do sindicato dos funcionários do SEF, Manuela Niza

Os problemas já vêm de antes, mas a demora em resolvê-los tem agravado a situação. "Não temos funcionários suficientes no SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras], a carreira acaba por não se tornar atrativa e muitos desistem", explica a presidente do sindicato dos funcionários do SEF (SINSEF). "Criou-se a ideia de que o SEF é apenas uma carreira de inspeção, o que não é verdade", acrescenta Manuela Niza e é por isso que a principal reivindicação da greve de três dias que se inicia esta terça-feira “é o reconhecimento da especificidade da função das carreiras não-policiais”.

Desde 2008, com a abolição da carreira específica, várias ações de luta se seguiram. Em fevereiro, a paralisação que estava prevista acabou por ser retirada pelo SINSEF, após a promessa da Direção Nacional do serviço de que a Lei Orgânica do SEF seria revista. Nada feito: não havia qualquer revisão em curso. "Houve um erro", diz a presidente do SINSEF: "acharam que o facto de retirarmos a greve era sinal de fraqueza, e não era. Era um sinal de boa vontade".

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