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Manuel Reis, o construtor que desenhou várias cidades dentro de Lisboa

d.r.

Manuel Reis, proprietário do Lux-Frágil, e uma das figuras mais emblemáticas da noite, foi um fazedor e concretizador de sonhos. Morreu este domingo na sua casa em Lisboa, com 71 anos. O seu corpo estará esta terça-feira, a partir das 18h, no Teatro Thalia

A notícia chegou este domingo à noite num comunicado breve e sentido e as páginas do Facebook inundaram-se de mensagens, de memórias e de desolação. Manuel Reis, o homem que durante quase quatro décadas marcou Lisboa, com a sua inconfundível impressão digital, morrera em Lisboa, com 71 anos, na sua casa, rodeado por um estreitíssimo núcleo de amigos e colaboradores chegados, tão discretamente como sempre vivera.

Tinha um cancro, mas muito pouca gente sabia, porque o dono do Lux-Frágil detestava dar nas vistas. Todos os anos cumpríamos um ritual. No verão, por alturas de datas comemorativas - primeiro do Frágil, depois do Lux-Frágil - fazia-se um telefonema da redação a pedir-lhe a entrevista de vida. Manuel Reis ria-se: "Já sabes a resposta. Não dou entrevistas. A minha história não interessa, o que interessa é aquilo que eu faço." E depois contava o que ia ser a festa, e a festa era sempre surpreendente e empolgante naquela sua maneira particular de inventar e criar coisas - e assim ficávamos.

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