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“É impossível não ter medo. Mas o medo não nos paralisa. Não vamos recuar um milímetro”

É mulher como Marielle. Negra como Marielle. Política como Marielle. Apontada como a sucessora da vereadora morta no Rio de Janeiro, Talíria Petrone já foi ameaçada de morte. É uma voz forte que não se cala, apesar do medo. Publicamos na íntegra a curta conversa com o Expresso onde classifica como “político” o crime que matou a amiga Marielle

Marielle Franco (à esquerda) e Talíria Petrone eram amigas íntimas e decidiram juntas candidatar-se às eleições

Marielle Franco (à esquerda) e Talíria Petrone eram amigas íntimas e decidiram juntas candidatar-se às eleições

d.r.

Vereadora mais votada por Niterói — a Almada carioca —, Talíria Petrone é considerada a sucessora de Marielle Franco. São muitas as semelhanças entre as duas políticas brasileiras: são do mesmo partido (Partido Socialismo e Liberdade, PSOL) e defendem as mesmas causas (mulheres, negros, minorias). Professora de História, 32 anos, Talíria Petrone conversou ao telefone com o Expresso, entre reuniões.

Além de ouvir o registo áudio, pode ler a entrevista na parte final deste artigo.

A vereadora nasceu numa família de classe média, filha de uma professora do primeiro ano do ensino básico e de um artista plástico e músico. Também quis ser professora e acabou por lecionar na Favela da Maré, berço de Marielle. Já disse que tem saudades das salas de aula, trocadas pela câmara de Niterói, uma experiência que não lhe tem sido fácil. Única mulher na Câmara de Niterói, Talíria disse à BBC Brasil que chegaram a chamar-lhe “negra nojenta”. Ao Expresso, falou sobre a importância da perda de Marielle.

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