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“Queremos afirmar o poder das pessoas”. Está aí um protesto inédito contras as rendas altas

As rendas altas e a especulação imobiliária estão no centro do protesto

Tiago Miranda

Preocupados com os efeitos da especulação imobiliária, do fluxo turístico e da gentrificação, manifestantes prometem descer este sábado desde a Alameda até ao Intendente, em Lisboa, num protesto animado contra aquilo que consideram ser a transformação de Lisboa num “gigantesco negócio”

Dizem que são um grupo heterogéneo. De várias idades, origens e inclinações políticas. “Em geral somos mais velhos do que os participantes da universidade de verão do PSD e mais novos do que os membros do Conselho de Estado”, afirma a organização, com humor. E os seus membros manifestam-se preocupados com uma cidade rendida à especulação imobiliária, ao fluxo turístico e à gentrificação.

Não adiantam quantos são, mas dizem que pretendem encher este sábado a Almirante Reis, desde a Alameda até ao Martim Moniz, contra as rendas altas e a transformação da cidade num espaço que “não é de ninguém”, apesar de pertencer a todos; contra “a privatização” de ruas, praças, jardins e teatros municipais; contra o aumento dos preços da habitação, “fruto dos negócios partilhados entre banca, fundos imobiliários e o poder autárquico”. Mais do que um protesto ,é um ato simbólico inspirado no movimento dos anos 90 ‘Reclaim the Streets’ – que transforma uma manifestação numa festa – e pretende afirmar a reapropriação da cidade.

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