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Enfermeiros. “Se calhar deveríamos fazer era uma greve de um mês”

Marcos Borga

A sua consulta ou cirurgia marcada para esta quinta-feira, primeiro de dois dias de greve que os enfermeiros iniciaram esta manhã em todo o país, foi adiada? Para a dirigente sindical Guadalupe Simões, a culpa não deve ser atribuída à paralisação: “Hoje, que é dia de greve, dá-se um grande destaque aos adiamentos e remarcações de consultas - o problema é que isto já acontece quase todos os dias sem que o Governo nada faça para travar esta situação”

Esta quinta e sexta-feira há paralisação dos enfermeiros no país, mas os adiamentos e remarcações de consultas ou cirurgias são uma situação normal, como moutro dia qualquer, pois “esse já é o dia a dia dos hospitais e centros de saúde, com ou sem greve”. Quem o diz é Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP, o mais representativo), explicando que a questão prioritária reivindicada pela classe é a admissão de 1500 enfermeiros até maio. O objetivo é, entre a resolução de outros problemas, evitar a sobrecarga de horas extra não pagas aos enfermeiros, que estima em 400 mil horas a nível nacional. “Se calhar deveríamos fazer era uma greve de um mês”, afirma a sindicalista.

E o passo seguinte? “Se o Governo não der resposta, teremos de equacionar outra ação de luta”.

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