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“Construir um centro desportivo é um método hitleriano que visa canalizar as energias estudantis para o desporto”

Daniel Cohn-Bendit discursando numa Universidade de Paris

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A frase do título faz parte de um diálogo surreal entre um estudante chamado Daniel Cohn-Bendit e um ministro. Mais de dois meses depois desse diálogo, era criado na Universidade parisiense de Nanterre, faz esta quinta-feira 50 anos, o Movimento 22 de Março, do qual Cohn-Bendit era um dos animadores. Pouco mais de um mês depois, os estudantes ocupavam a Sorbonne e erguiam barricadas no Quartier Latin. Vinha aí o Maio de 68

Na sexta-feira 22 de março de 1968, no final de uma manifestação contra a Guerra do Vietname em Paris, a montra da sede da American Express era destruída e seis alunos da Faculdade de Letras de Nanterre, nos arredores da capital, presos. No regresso à escola, os estudantes protestaram, ocuparam o edifício administrativo, ato que teve alguns ecos na Sorbonne e nalguns liceus.

Na ocasião, um grupo de ativistas do qual fazia parte Daniel Cohn-Bendit forma o Movimento 22 de Março, para lutar contra a repressão policial. No dia seguinte o diretor da faculdade suspende as aulas até ao dia 1 de abril. Os estudantes ocupam as instalações. Cohn-Bendit é preso no dia 27, mas libertado em seguida.

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