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“Senhoras Reclusas, partilhamos a convicção de que as vossas mãos não são amarras, mas asas de pássaro em trajetória para um céu aberto”

foto Rosa Reis

A prisão de Tires, feminina, fez anos esta quinta-feira, Dia da Mulher. Foi o 65º aniversário, marcado pelo lançamento do livro de fotografia “Mãos de Esperança”. Francisca Van Dunem, ministra da Justiça, foi chamada a falar sobre a obra. E ao falar falou para as reclusas que a habitam. Não foi um discurso político, de ministra. Foi de mulher para mulheres

Raquel Moleiro (texto), Rosa Reis (fotos)

Durante mais de um ano, a fotógrafa Rosa Reis retratou o quotidiano do Estabelecimento Prisional de Tires. Não quis rostos, nem identidades definidas, que estigmatizassem o futuro das personagens, e centrou-se nas mãos das reclusas que habitam a prisão feminina do concelho de Cascais. Das centenas de imagens feitas, 65 deram corpo ao livro “Mãos de Esperança”, apresentado esta quinta-feira no auditório do presídio.

Francisca Van Dunem levou um discurso escrito. Mas não foi a ministra que se dirigiu ao púlpito. Nem a política. Foi a mulher. Deixou-se de formatações e com sentimento falou das reclusas (para as reclusas) e da vivência que transportam “porque a história de cada um é inteira: ninguém se explica, ninguém se afirma, ninguém existe verdadeiramente na desconsideração do caminho que o fez presente”.

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