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Mulheres que trabalham em hospitais e grandes superfícies são das que têm mais dificuldades em conciliar a vida profissional e familiar

Enfermeiras são das trabalhadores que têm maior dificuldade em conciliar a vida familiar e profissional devido a exigência dos horários Foto António Pedro Ferreira

António Pedro Ferreira

Enfermeiras, funcionárias das grandes superfícies comerciais e trabalhadoras das misericórdias: estas são sobretudo as classes onde a mão de obra feminina é grande e há maior dificuldade em conciliar a vida profissional com a familiar. As mulheres continuam a ganhar menos, são secundarizadas no acesso ao emprego e penalizadas por serem mães. Em entrevista ao Expresso, Fátima Messias, coordenadora para a igualdade entre homens e mulheres e dirigente da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses ), explica porque “não podemos estar no século XXI e achar que o Dia Internacional da Mulher deixou de ter razão de ser”. “O desaproveitamento das qualificações das mulheres é uma realidade”

Porquê é importante promover uma semana pela igualdade de género?
Aproveitando a comemoração do dia Internacional da mulher, esta quinta-feira, considerámos que a dimensão dos problemas e das reivindicações existentes em termos de igualdade o justifica. Este ano, feita uma análise dos problemas mais sentidos, identificámos seis temáticas: discriminação salarial, que persiste no nosso país; os vínculos precários que afetam muitas mulheres, sobretudo as mais jovens; o exercício dos direitos de maternidade/ paternidade quando a taxa de natalidade voltou a descer e a idade média para o primeiro filho está a aumentar (30,3 anos); a conciliação do trabalho coma vida familiar, os horários de trabalho, a carga horária e a falta de tempo para o lazer e vida pessoal; situações de assédio sexual e moral, casos de tortura em que as mulheres são as principais vítimas; e, por último, as doenças profissionais que afetam sobretudo as mulheres.

Estas são seis temáticas bastante diferentes e, no entanto, em todas elas as mulheres surgem sempre como as mais afetadas. Porque são sempre as mulheres?
Na precariedade, por exemplo, são sobretudo as mais novas - nos menos de 35 anos, 41% têm vínculos precários e a maioria são mulheres. A partir de uma certa idade passam a ser os homens em situações mais precárias. Mas, de facto, são elas as mais fragilizadas e discriminadas. Isto significa que a igualdade entre homens e mulheres que se conquistou na lei não está ainda efetivada na vida. Por isso, queremos e lutamos para que não existam desigualdades de género e que os problemas que identificámos deixem de ser problema, seja para mulheres ou homens.

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