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Pão e circo nas eleições em Itália

Silvio Berlusconi e Matteo Salvini

epa

A campanha para as legislativas que se disputam este domingo em Itália foi dominada pela economia e pela imigração. Um ex-candidato da Liga Norte baleou seis requerentes de asilo. Berlusconi, cujo partido, Força Itália, está coligado com a extrema-direita, voltou à ribalta e poderá ter uma palavra a dizer sobre quem será o próximo primeiro-ministro. Um candidato regional do seu partido fez campanha sentado numa sanita. E uma candidata do partido populista M5S dá o nome mas não dá a cara. Não há maioria qualificada à vista e uma maioria dos italianos está “demasiado deprimida para se preocupar”

Há números a ditar o descontentamento que vai marcar as legislativas deste fim de semana em Itália. A seguir à Grécia, é o país da União Europeia que mais frutos podres continua a colher da crise financeira que estalou há dez anos. É a terceira economia do bloco europeu mas a economia não cresce acima dos 2% desde 2006, a taxa de desemprego não cai abaixo dos 10% desde 2012 e a dívida pública está estacionada nos 132% do PIB.

A juntar a isso está o facto de Itália ter voltado a ser a principal porta de entrada de requerentes de asilo na União Europeia em 2016, quando os Estados-membros desviaram os refugiados da Grécia através de um acordo de repatriação com a Turquia. Nesse ano, 191 mil pessoas desembarcaram em Itália oriundas da Líbia, às quais se juntaram quase 120 mil migrantes no ano passado. Desde 2013, foram mais de 600 mil as chegadas.

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