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EDP teve um prejuízo inédito... e isso não é necessariamente mau

António Mexia apresentou na quinta-feira o lucro anual da EDP: €1.113 milhões

Foto José Caria

A elétrica teve um prejuízo trimestral pela primeira vez desde que António Mexia passou a liderar o grupo, há 12 anos. Uma pedra no sapato de um dos gestores mais bem pagos do país? Talvez não

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Quando António Mexia ascende à liderança da EDP, em 2006, toma as rédeas de um gigante altamente rentável. Nesse ano a empresa lucraria 941 milhões de euros. E dois anos depois passava a fasquia dos mil milhões. Ao gestor cabia a missão de comandar um porta-aviões que a cada três meses somava mais de 200 milhões de euros de lucro. A verdade é que durante mais de uma década a EDP não teve um único trimestre de resultados negativos... até agora. De outubro a dezembro de 2017 a elétrica registou o seu primeiro trimestre de prejuízos, com perdas de 33 milhões de euros.

Sob a liderança de Mexia, um dos gestores mais bem pagos do país, a EDP acumulou 47 trimestres consecutivos de lucros. Mas no último trimestre de 2017 foi ao vermelho. Pode haver uma boa razão para um mau resultado? Ora, o que as contas da EDP mostram é que a administração aproveitou a folga dos primeiros nove meses (nos quais já tinha alcançado um lucro de 1147 milhões de euros) para contabilizar no seu balanço um conjunto de imparidades do que estima poder vir a perder nos próximos anos. Sobretudo prejuízos futuros associados às suas centrais a carvão em Portugal e Espanha.

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