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Medidas sobre limpeza das matas “são meros paliativos” face a “tempestades de fogo”

Lucilia Monteiro

Perante incêndios que “são tempestades de fogo”, as medidas impostas de limpeza de matéria combustível em redor de casas e aldeias “são meros paliativos”, considera o especialista Paulo Fernandes, em entrevista ao Expresso

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Paulo Fernandes é um dos principais especialistas em floresta e incêndios em Portugal. Investigador do Centro de Ecologia Aplicada da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro − que integra a equipa de peritos da Comissão Técnica Independente que elaborou o relatório sobre os incêndios de Pedrógão e está a trabalhar no dos incêndios de outubro −, considera que “há um problema de comunicação” face a uma lei que existe há 12 anos e que “em vez de aperfeiçoada foi degradada”.

A lei que obriga a limpeza de uma área de 50 metros em redor das casas e de 100 metros em redor de aglomerados urbanos está a suscitar grande polémica. O que está a falhar na mensagem para que a floresta seja limpa de forma adequada pelos privados e pelas autarquias?
Há sobretudo um problema de comunicação. A mensagem está muito simplificada e perdem-se detalhes técnicos importantes que não é possível fazer passar de forma massificada através de vídeos e panfletos. É necessário distinguir o que se deve limpar em espaços rurais ou dentro de espaços florestais. E as pessoas não se lembram de procurar informação mais técnica sobre especificações da legislação.

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