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Novo presidente de Harvard foi salvo pela Educação

A mãe do novo presidente da Universidade de Harvard sobreviveu a Auschwitz e chegou aos Estados unidos “sem nada”

Paul Marotta/Getty Images

Lawrence Bacow, 66 anos, ex-presidente da Universidade de Tufts, tem três diplomas pela Universidade de Harvard e vai tornar-se o seu 29º presidente. É conhecido pelo seu trabalho na área da inclusão de minorias e da sociedade civil no tecido académico. Acredita que a sua história só seria possível na América

Ana França

Ana França

Jornalista

“Em que outro sítio do mundo pode uma pessoa passar, em apenas uma geração, de sair de dentro de um barco com literalmente nada nas mãos para viver a vida que eu vivo, que os meus pais e a minha irmã vivem e que eu providencio à minha família?”. A pergunta de resposta óbvia foi colocada por Lawrence Bacow aos jornalistas convocados no domingo para o campus da Universidade de Harvard para receberem a notícia: seria ele, um homem conhecido mais pelas suas competências na área da gestão institucional do que pela sua produção académica a ocupar a cadeira de presidente de uma das mais prestigiadas universidades do Mundo.

A escolha desta pergunta não terá sido um acaso. Os Estados Unidos vivem um período onde o papel reverencial tradicionalmente atribuído às instituições académicas de ensino superior - e também os estudos que normalmente de lá emanam - está a ser posto em causa pelo próprio Presidente, Donald Trump, que sustentou toda uma campanha na promessa de que se revelaria o presidente mais anti-sistema de sempre. Harvard “é” o sistema tal como Cambridge, Oxford ou o M.I.T “são” o sistema. Aquele sistema cujo objetivo é produzir massas pensantes que, no raciocínio simplista mas formulaico dos populistas, se opõem às massas trabalhadoras.
Ora, segundo Bacow, foi precisamente o sistema que o salvou: “Foi a educação superior que tornou tudo isto possível”, disse aos jornalistas.

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