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Há muitas razões para acreditar nisto

Rita Carmo

Ainda ninguém esclareceu ao certo quem é que vai tocar em que dia, mas já se sabe quem vamos ver entre 7 a 9 de junho num dos cenários mais românticos de Portugal: o Primavera Sound anunciou o cartaz que o Parque da Cidade do Porto há de devorar e nós fazemos o primeiro exercício de celebração e antecipação nesta página

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Foi há cinco anos mas parece ter sido ontem. Nick Cave, então com 55 invernos sob a farpela escura, calcorreou o palco maior do NOS Primavera Sound com doses impossíveis de charme e risco, autoridade e magnetismo. Foi, escrevemo-lo na altura e continuamos a acreditar no veredicto, um dos melhores concertos que já nos passaram pelos olhos e pelos ouvidos, mas acima de tudo pelos poros da pele, que se arreganharam perante tal demonstração de poderio. Que bom que é estarmos vivos na mesma era que um artista como Nick Cave, escrevemos então. E que bom é, passados cinco anos, podermos voltar a vê-lo, no mesmo festival, certamente no mesmo palco, indubitavelmente com a mesma emoção. A presença no festival do Porto foi revelada à BLITZ no ano passado pelo diretor musical dos Bad Seeds, Warren Ellis.

Em 2018, Nick Cave é o mesmo de 2013 – e não é. Explicamo-nos: agora com seis décadas no bilhete de identidade, um dos grandes compositores e encarnadores de canções da sua geração parece incapaz de perder qualidades, mostrando-se antes mais forte, mais apurado, mais intenso, à medida que os anos passam por si. Por outro lado, a morte do seu filho adolescente Arthur, há três anos, fez do rijo Cave um homem naturalmente diferente.

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