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Nove palavras que têm dentro delas quase tudo o que é importante saber e cantar

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O ano novo ainda vai curto mas a música que já se fez, de Gotemburgo a Nova Iorque passando por Berlim, prova que promete. Escolhemos nove discos, artistas ou canções para explicar como está a ser este início de 2018 e cabe tudo neles, do amor e o deslumbramento ao conflito e à rebeldia, dos artistas novos que tentam fazer algo que seja falado durante “mais de uma semana” aos veteranos que estão de regresso (e mesmo assim nos surpreendem). E porque precisamos de palavras como necessitamos de canções - combinadas explicam-nos o conhecido e o desconhecido, não necessariamente por esta ordem -, lançamos cada uma das nove escolhas com uma palavra que antecipa o que haverá de sentir

Exorcismo

Houve alguém que disse uma vez que o objetivo da música era poder ser ouvida hoje ou daqui a dez ou vinte anos sem que nela se distinguisse década, género ou rasto. Nós facilitamos: quem o disse foi Markus, uma das metades que compõem os alemães Lea Porcelain. A conclusão é retirada de uma entrevista que deram mas, felizmente para eles (porque quer dizer que andam a fazer isto bem), podia ser de quem ouve pela primeira vez uma das suas canções - é assim também no caso da mais recente novidade, “Gotta Run”, com aquele travo expectável a Joy Division mas ao mesmo o tempo o caos que pertence a todos os que cantam para espantar os seus demónios, sem importar o seu tempo ou a forma como embrulham esse exorcismo.

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