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Porque é que 82% da riqueza produzida no mundo em 2017 foi para o 1% mais rico da população?

Os multimilionários Bill Gates e Warren Buffett

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Branko Milanovic, ex-economista do Banco Mundial, explicou ao Expresso porque é que o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior, como o mostra, mais uma vez, o mais recente relatório sobre riqueza e pobreza, apresentado pela ONG Oxfam no próprio dia em que começava a cimeira anual dos mais poderosos em Davos

Luís M. Faria

Jornalista

Mais de quatro quintos da riqueza criada o ano passado no mundo - 82% - foi para o 1% mais rico da população. Um indicador como este dá sempre um bom título. Todos os anos a organização não governamental (ONG) internacional Oxfam publica um relatório sobre desigualdade anunciado com uma estatística assim (82% é o número deste ano. O relatório saiu no início desta semana, durante o encontro dos ricos e poderosos em Davos). As manchetes repetem-se, mas pouco ou nada muda. Por as pessoas serem indiferentes, por o número não ser fiável, ou por significar pouco? A fim de compreender, o Expresso contactou Branko Milanovic, autor de “As Desigualdades no Mundo” (ed. Atual, 2017) e um dos maiores especialistas mundiais no assunto.

“É útil sair um relatório assim de anos a anos, para manter a atenção pública centrada no problema”, diz ele. O importante não é tanto focar números concretos (“os dados não são particularmente bons”, reconhece), mas sim reparar no facto essencial de que a desigualdade continua a crescer no mundo. Mais desigualdade de riqueza que de rendimento, enfatiza. Há milhões de pessoas que obviamente têm um rendimento, por mínimo que seja – sem isso não sobreviveriam – mas possuem zero riqueza. E a situação está a agravar-se.

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