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Tese de Orlando Figueira não convence tribunal. “Qual é a razão para isto? O senhor não consegue explicar”

Orlando Figueira à chegada para mais uma sessão do julgamento do processo da Operação Fizz, em Lisboa

Foto Mário Cruz / Lusa

Juiz Alfredo Costa mostrou dificuldades em compreender versão dos factos do ex-procurador Orlando Figueira, acusado de ter sido corrompido pelo ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente. Porque é que foi contratado por um banqueiro para um trabalho que nunca fez? É a pergunta de 760 mil euros

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Três dias de explicações estudadas durante quatro meses de prisão preventiva e dois anos de domiciliária parecem não estar a ser suficientes para convencer o tribunal da (nova) versão dos factos apresentada por Orlando Figueira, o ex-procurador da República acusado de se deixar corromper por Manuel Vicente, antigo número dois do Governo angolano. “Qual terá sido a razão? Isto é estranho e o senhor não consegue explicar”, desabafou na sessão desta quarta-feira Alfredo Costa, presidente do coletivo de juízes.

Em causa está a defesa de Orlando Figueira, que tem insistido que quem o contratou para trabalhar em Angola foi Carlos Silva, banqueiro angolano, através do advogado Proença de Carvalho e não Manuel Vicente, como sustenta a acusação. O que causa estranheza ao juiz é o facto de Figueira ter recebido 760 mil euros e não ter trabalhado um único dia para quem o contratou.

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