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Assédio. A contrarrevolução está em marcha

reuters

Com o movimento antiassédio a abater sucessivos atores e outras pessoas importantes, no cinema e não só, era inevitável que surgissem reações opostas. Algumas protagonizadas por mulheres

Luís M. Faria

Jornalista

A contra revolução começou. Ou, para dizer a verdade, estava lá desde o início. Desde que o escândalo em torno de Harvey Weinstein rebentou, no verão passado, apareceram muitas pessoas a contar histórias sobre ele e outras personalidades do mundo do cinema, e não só. Como é habitual quando se destapa um tipo de injustiça que andava abafada há muito tempo, a revolta levou tudo à frente, incluindo coisas que tinham pouco ou nada a ver com as acusações originais.

As alegadas infrações vão desde violação e outras formas de coação sexual até piropos, olhares ou até elogios inocentes a uma peça de roupa. Com o número crescente de pessoas que já foram despedidas ou afastadas de projetos (em especial filmes) por causa de uma simples denúncia pública – isto é, antes de qualquer processo criminal ou disciplinar – também começaram a ouvir-se vozes a protestar contra os exageros e a ausência de distinções, e até a questionar a sinceridade das acusações.

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