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Trump, o grande esbanjador

Este sábado assinala-se um ano sobre a tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos EUA. Tanto no plano externo como no plano interno, a palavra-chave para descrever a sua ação é esbanjamento. Tanto da posição internacional norte-americana como do apoio político do eleitorado que contribui para a sua vitória

“Em quase 30 anos de cobertura da política externa dos EUA nunca tinha visto um presidente oferecer tanta coisa a tanta gente a troco de tão pouco.” Quem o escreve é uma voz respeitada, o comentador do “New York Times”, várias vezes distinguido com o prémio Pulitzer, Thomas Friedman. Para ele, é uma evidência que Trump ofereceu o Pacífico a Xi Jinping e Jerusalém a Benjamin Netanyahu. O que sobra do Médio Oriente, nomeadamente a Síria, ficou para Vladimir Putin, com os EUA a andarem totalmente a reboque dos interesses locais de Israel - e não o contrário.

Na península coreana, que Trump prometeu aquecer por via termonuclear, envolvendo-se numa escalada verbal nunca vista com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, o símbolo maior da impotência da liderança norte-americana é a recente retoma das negociações diretas entre as duas Coreias, aliás as principais vítimas de qualquer eventual desfecho bélico do aumento da tensão.

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  • O que Donald Trump fez pelo menos 2140 vezes em 365 dias

    No início desta semana, por alturas do feriado americano dedicado a Martin Luther King, um artista do Haiti partilhou uma obra de arte que põe o rei da luta pelos direitos civis lado a lado com o atual Presidente dos Estados Unidos. Na gravura, King leva um dedo à boca em sinal de silêncio e tapa a boca de Donald Trump com a outra mão, enquanto o Presidente tenta publicar mais um tweet, na sua cabeça um boné com o slogan “Make America Great Again”. Foi este o contributo de Watson Mere para ilustrar o que foi o primeiro ano da presidência Trump

  • Vai ser a batalha do século

    Se Donald Trump cair da cadeira ou sofrer um enfarte depois do quinto bife com ketchup do dia, alguém terá de lhe suceder imediatamente e a Constituição dita que seja o vice-presidente e logo depois o presidente da Câmara dos Representantes. Mas se Trump aguentar até 2020, aí as coisas ficam mais interessantes, porque tanto os republicanos como os democratas (com 30! potenciais candidatos) têm nomes de perfis profundamente distintos habilitados para o combate. Mas estamos afinal a discutir os possíveis sucessores de Donald Trump porquê? Porque agora que ele cumpre precisamente um ano de presidência, optámos por fazer um balanço do que há de ser 2020 e há muita agitação. E estupefação: “Preocupa-me que um duelo entre Trump e Oprah Winfrey confirme que a era de Trump não foi uma aberração mas o novo normal”

  • Um cretino* na Casa Branca

    Pode um rematado cretino fazer bem a um país? A pergunta é estranha e, pela lógica, só pode ter uma reposta negativa. E, no entanto… Um Presidente cujo debate à sua volta é sobre a sua sanidade mental pode, apesar de tudo, ter 38% de taxa de aprovação, mesmo sendo certo que a taxa de desaprovação é de 57%? Tudo isto é verdade, mas…