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Uma década depois ainda ninguém sabe (mas toda a gente jura que sabe) quem matou Benazir Bhutto

Benazir Bhutto

Zainal Abd Halim/Reuters

Os Bhutto são os Kennedy do Paquistão: a aura de estrelas de cinema, os berços de ouro, a educação esmerada, as tragédias, os boatos, as capas das revistas. Durante décadas comandaram as aspirações de milhões de pessoas, até que um ato premeditado de crueldade humana pôs um ponto final nas vidas das suas maiores figuras. John morreu em 1963, Benazir a 27 de dezembro de 2007, exatamente há uma década. Ainda não há um culpado pela sua morte, o seu partido está desgastado e a dinastia não pode continuar a alimentar-se do legado de rutura de Benazir, por forte que seja: ela foi a primeira mulher democraticamente eleita a liderar um país de maioria muçulmana

Ana França

Ana França

Jornalista

Duas horas depois de a bomba que matou Benazir Bhutto ter explodido em Rawalpindi, na província de Punjab, já a rua tinha sido lavada à mangueirada. Da cena do crime recolheram-se pouco mais de duas dezenas de provas, um número que deveria estar mais próximo das centenas. Os caminhos para as ambulâncias estavam bloqueados por carros da polícia, a autópsia nunca chegou a ser feita.

Motivos mais que suficientes para que, num relatório datado de 2010, os investigadores da ONU, convocados pelo governo paquistanês numa tentativa de apurar a verdade sobre o assassinato da mulher que foi duas vezes primeira-ministra do Paquistão, tenham escrito que a morte de Benazir Bhutto não teria acontecido sem a conivência do governo, dos militares e dos serviços de informações. Um momento. Bomba? Mas não se ouviram tiros? Ela não morreu com um tiro na cabeça e outro no peito? Há várias teorias.

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