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Quem está de fora não tem noção da verdade

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Jerusalém é uma cidade de todos e uma cidade de ninguém. Era esta pelo menos a intenção das Nações Unidas ao declará-la “corpus separatum”. Mas Donald Trump acaba de mudar tudo. Ou talvez não. Ou talvez tenha mudado menos do que se pensa. Ou mais do que se pensa. Porque quem vive lá diz-nos coisas ora diferentes, ora imprevisíveis. E quem o diz e nos diz são portugueses que vivem em Jerusalém

Ana França

Ana França

Jornalista

Helena Bento

Jornalista

Quando o assunto é Jerusalém, a simbologia é um rastilho. A capital de Israel não passou, de repente, a ser Jerusalém. Continua a ser Telavive, continuam lá todas as embaixadas e as sedes da maioria dos serviços administrativos. Mas Jerusalém tem sobre ela o peso da História: umas vezes partilhada, outras roubada, sempre disputada entre árabes, cristãos e judeus.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, reconheceu na quarta-feira Jerusalém como a capital de Israel, anunciando ao mesmo tempo a mudança da embaixada norte-americana para aquela região, uma decisão, afirmou, que “já deveria ter sido tomada há muito tempo”. O anúncio gerou de imediato protestos, que se espalharam como partículas radioativas por todo o mundo árabe. O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, diz que se trata de uma “agressão flagrante” e já apelou a uma nova Intifada. A ideia é assustadora mas não tão improvável assim, pelo menos na opinião de Pedro Rodrigues, padre português a viver em Jerusalém desde 2014. “Tudo indica que é isso que vai acontecer. Ainda hoje houve uma manifestação”, conta ao Expresso a partir da Cidade Santa.

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