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Já ninguém acredita na salvação das pessoas

FOTO AMER ALMOHIBANY/AFP/GETTY IMAGES

Crianças doentes ou desnutridas, sem medicamentos e nenhum tratamento, internadas em hospitais onde não há recursos suficientes, humanos e materiais, para tratar essas crianças e os pais dessas crianças ou outras pessoas que procuram diariamente ali tratamento. Alimentos escassos ou vendidos a preços exorbitantes, impossíveis, no mercado negro. Retrato de uma catástrofe e de um regime que usa e mata a população para ganhar vantagem sobre a oposição. É preciso não esquecer este país. Síria

Helena Bento

Jornalista

Ao fim de uma série de mensagens trocadas pelo Whatsapp, perguntamos-lhe como é que está a correr o dia de trabalho, se está tudo bem e tudo calmo ou se, pelo contrário, aconteceu mais alguma tragédia. Assim que fazemos a pergunta, apercebemo-nos do quão despropositada ela é. Claro que não está tudo calmo - como poderia estar com ataques aéreos quase diários? - e claro que não está tudo bem.

A região do leste de Ghouta, nos arredores de Damasco, a partir de onde nos fala Orabi Fayez, médico especialista em reabilitação, vive uma situação de “catástrofe total”, anunciaram recentemente as Nações Unidas. Uma situação que não é de agora, mas que se agravou, e muito, desde abril, data em que o regime do Presidente sírio Bashar al-Assad, que tem as suas forças a cercar a cidade ocupada pela oposição desde 2013, lançou uma ofensiva em bairros vizinhos (Qaboun e Barzeh), cortando o acesso ou abatendo os túneis usados até ali pelos rebeldes e comerciantes para transportar comida e medicamentos e outros bens para a zona cercada.

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