Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

O abraço como forma de abuso

John Lasseter cumprimenta Anne Sweeney, então presidente do grupo Disney-ABC Television

Brian Snyder/reuters

Mais uma grande figura de Hollywood vê a sua carreira interrompida, desta vez por um gesto raramente associado à ideia de crime sexual

Luís M. Faria

Jornalista

Na sequência das revelações chocantes sobre o produtor Harvey Weinstein, as histórias sobre assédio por parte de gente poderosa continuam imparáveis nos EUA. Esta semana, um caso talvez menos chocante do que surpreendente surgiu nas manchetes. John Lasseter, fundador da Pixar, uma empresa pioneira da animação por computador que é responsável por êxitos como “Cars” e “Toy Story”, enviou uma mensagem aos seus empregados na qual reconheceu que fez "alguns de vocês sentirem-se desrespeitados ou desconfortáveis” e anunciou que ia tirar uma sabática de seis meses para “refletir como continuar em frente” e ter “a oportunidade de (…) me recarregar e (…) regressar com a perspetiva de que necessito para ser o líder que vocês merecem”.

A conduta imprópria de que Lasseter é acusado (e admite) resume-se, essencialmente, a abraços. Muitas vezes dados em festas, quando o animador e produtor já não se encontrava num perfeito estado de sobriedade. “Nunca é fácil confrontarmos os nossos erros”, diz ele, “mas é a única forma de aprender com eles.”

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)