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Governo recuou antes mesmo de o protesto dos professores começar

Os professores concentram-se esta quarta-feira de manhã em frente à Assembleia da República, enquanto decorria a discussão do Orçamento do Estado para a Educação

Marcos Borga

Ainda a maioria dos professores estava a caminho da praça da Assembleia da República e já a secretária de Estado Adjunta e da Educação anunciava que o tempo de serviço docente iria contar para a progressão da carreira. Mesmo assim, o protesto continuou, com os sindicatos a cantarem vitória. Sindicatos esses que voltam esta quinta-feira ao Ministério e aí se verá se os protestos resultaram mesmo

Juntaram-se as duas centrais sindicais e as três federações sindicais dos professores. Resultado: uma greve com uma adesão que, dizem, rondou os 90% e uma concentração frente ao Parlamento que, dizem os mesmos, terá juntado “dez mil pessoas”.

A luta pelo descongelamento total da carreira docente é um íman forte para unir uma classe que veio para a rua exigir “respeito” e “justiça”. E, pelo menos esta quarta-feira, isso bastou. O Governo percebeu a mensagem e, ainda nem sequer o protesto tinha começado, já aceitava negociar nos termos em que os sindicatos propunham.

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    600 milhões de euros: eis o que separa professores e Governo. Depois de uma terça-feira em que as partes estiveram reunidas ao longo de várias horas, a greve não foi desconvocada. E o braço de ferro não vai ficar por aqui - está aberta a guerra: Mário Nogueira diz que o Governo tomou uma decisão que é uma verdadeira “ignomínia”. Dentro do PS soaram os sinais de alarme perante a contestação em curso: além de votos, há a questão do equilíbrio político entre Governo, Bloco de Esquerda e PCP

  • Disse o líder da UGT, Carlos Silva, à SIC Notícias, que tem de lutar contra algumas medidas do Orçamento do Estado pois é um documento com medidas “do tempo da austeridade”. Deixe-me, caro Carlos Silva, dizer-lhe um segredo: tem razão. O OE de 2018 tem medidas de austeridade. Todos tiveram e os próximos terão ainda. Podem enganar-se os tolos, com papas e bolos, e pode-se sempre proclamar que a página da austeridade está virada. Mas a realidade é o que é

  • Os professores têm razão para exigirem os mesmos resultados práticos que serão sentidos pelos restantes funcionários públicos. Mas não deixa de ser sintomático que se anuncie agora a maior greve da década. Há maior mobilização para recuperar o que foi perdido com o congelamento das carreiras do que houve para impedir esse congelamento. Achamos que é possível compensar agora a luta que não se fez na altura.