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Empréstimos extorsionários e doações a políticos. As relações perversas entre Finança e política nos EUA

Americanos em fila, para entrar num encontro de angariação de fundos da campanha de Donald Trump numa universidade, em janeiro de 2016

Getty

A história do magnata da banca Warren Stephens ilustra bem as relações perversas entre política e finança ao mais alto nível nos Estados Unidos

Texto Spencer Woodman (ICIJ, Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação)

Em junho de 2013, o “Wall Street Journal” questionou o magnata bancário Warren Stephens sobre o estado das pequenas empresas nos EUA. Ele disse que elas estavam a ser estranguladas pela regulamentação federal excessiva e destacou um organismo em particular: a Agência de Proteção Financeira do Consumidor (CFPB), criada no rescaldo da crise financeira de 2008. "As histórias que ouvimos são bastante assustadoras", disse. Só não referiu que esse regulador federal estava na altura a investigar as práticas de um payday lender que tinha sido parte do seu império empresarial.

‘Payday lender’ significa literalmente alguém que empresta sobre o salário de outrem. Os payday lenders fazem empréstimos pequenos - muitas vezes de 500 dólares (cerca de € 425) ou menos - a pessoas que precisam de dinheiro rapidamente. Reguladores estaduais têm acusado muitos de armadilhar clientes em ciclos de dívida sobreinflacionada.

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