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Quatro dias de détente... mas a guerra pode rebentar ao terceiro

Puigdemont pode voltar ao hemiciclo na quinta-feira para tornar efetivo o que suspendeu há 13 dias: a independência da Catalunha

Foto David Ramos/Getty Images

Começa hoje uma semana decisiva para a crise catalã, 40 anos depois do início simbólico de uma experiência de autogoverno democrático. Sexta-feira o Senado pode limitar a autonomia da região, mas esta poderá proclamar a independência um dia antes

Quarenta anos depois do renascimento simbólico da Generalitat (governo autónomo) da Catalunha, com o regresso do exílio do presidente Josep Tarradellas, a 23 de outubro de 1977, a região vive o momento mais dramático da sua história em democracia. A autonomia está prestes a ser, se não suspensa, pelo menos fortemente limitada pela aplicação do artigo 155 da Constituição espanhola, que permite ao Governo central intervir em regiões que não cumpram a lei.

É esse, sem dúvida, o caso catalão. A culminar um processo que se arrasta há quase uma década, o parlamento regional estará a preparar uma declaração unilateral de independência, que deverá ser votada na sessão anunciada para a próxima quinta-feira, 26 de outubro. Foi Carles Puigdemont, presidente da Generalitat desde 2016, que pediu que tal plenário fosse convocado, para a véspera do dia em que o Senado espanhol decide a aplicação do artigo 155.

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