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Águas e encostas em risco

Luis Barra

A meteorologia prevê, a partir de meados da próxima semana, chuvas fortes, capazes de limpar os solos das terras fustigadas pelos incêndios. O que significa carvão a escorrer para barragens e outros mananciais, num problema agravado pelo facto de muitas estações de tratamento serem incapazes de processar esta água carbonizada. São precisas medidas de contenção de encostas para travar a erosão e essas podem começar no imediato

Os rios e barragens ainda vão secos, mas com as primeiras chuvas, que ficarão mais intensas antes do final do mês, poderão recolher os detritos da erosão. A Norte do Tejo teremos, “já hoje, possibilidade de precipitações moderadas, um aviso do que poderá ser o resto do mês, embora existam alguns dias soalheiros a partir do dia 25, teremos uma depressão que vai produzir precipitações mais intensas e prolongadas”.

A previsão de Mário Marques, especialista em riscos naturais, antevê, para as terras sem coberto vegetal, “erosão por salpicos, com perda da camada de solo superficial, de melhor qualidade, em enormes quantidades”. Uma “catástrofe ambiental capaz de erodir nalgumas horas o que a natureza levaria uma década a fazer”.

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