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Catalunha. Empresas temem desastre económico e batem em retirada

A Catalunha é 19% do PIB de Espanha. A independência levaria à saída da União Europeia e do euro, e desse ponto de vista seria dramático

Sobe a lista de empresas que retiraram a sede da Catalunha, pelo menos quinze já o fizeram. Fogem à insegurança jurídica, temem boicotes e desconfiança dos clientes. Das sete empresas catalãs que faziam parte do IBEX-35, o principal índice da Bolsa de Madrid, restavam esta segunda-feira duas, a Grifolds e a Colonial. É um duro abanão para a economia catalã. Amanhã ficar-se-à a saber se vai ou não ser declarada unilateralmente a independência pelo presidente do governo autónomo, Carles Puigdemont

O suspense é grande, irá ou não o presidente do governo autónomo, Carles Puigdemont, pedir esta terça-feira unilateralmente a independência? Algumas grandes empresas preferiram não esperar. Pelo menos, 15 empresas, diz a agência EFE, já retiram a sede da Catalunha. E cinco das sete grandes empresas catalãs, cotadas no principal índice da Bolsa de Madrid, o IBEX35, anunciaram a saída.

As consequências ainda não são visíveis, uma vez que se trata apenas da mudança de sede, e as mensagens passadas pelas administrações das empresas em retirada são de tranquilidade, pelo que não irá haver despedimentos. Mas os cofres da região autónoma da Catalunha serão afetados, já que há impostos regionais que deixarão de ser pagos. Os analistas sublinham o impacto negativo que esta crise está a provacar na imagem da Catalunha, que no primeiro semestre recebeu 1,5 mil milhões de euros de euros de investimento estrangeiro, 13% de toda a Espanha.

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