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25 anos* a mudar (com) o país

A SIC celebrou ontem o 25º aniversário. A pretexto da efeméride reproduzimos o artigo publicado na revista do Expresso de 5 de outubro de 2012 sobre a história dos (então) 20 anos da televisão privada em Portugal, de que a estação de Carnaxide foi o primeiro protagonista. Alterámos apenas o título, substituíndo “20 anos”, por “25 anos”, porque explicávamos como a SIC (primeiro) e a TVI (depois) alteraram a vida dos portugueses - e a tv privada continua ainda hoje, 25 anos depois, a alterá-la

A 6 de outubro de 1992 a SIC (Sociedade Independente de Comunicação) tornou-se a primeira televisão privada a ocupar o pequeno ecrã dos portugueses até aí preenchido apenas pelas emissões da RTP (Rádio Televisão Portuguesa). Nos primeiros dias ninguém falava de outra coisa. A diferença fazia-se sentir sobretudo na informação. Mais crítica, inconformista e independente do poder, com uma linguagem e estilo de produção diferentes daquilo a que estávamos habituados. Quem não se recorda dos cenários, cheios de luminosidade e cores vivas, mostrando a redação em pano de fundo? Um corte absoluto com o cinzentismo que ainda reinava na RTP.

“Portugal vivia com uma estação do Estado que, por regra, prosseguia os mesmos métodos que tinha antes do 25 de abril. Havia uma hierarquização do telejornal que começava sempre com as notícias do primeiro-ministro, nem que tivesse acontecido uma catástrofe. Esta submissão às hierarquias dominantes ainda não se tinha modificado”, recorda Emídio Rangel, diretor de Informação e de Programas da SIC, em 1992. As televisões privadas tiveram a capacidade de libertar a tensão que já se fazia sentir na sociedade portuguesa. “Portugal tinha acabado de entrar para a União Europeia, as pessoas começavam a viajar mais, a conhecer outros mundos, a ver outras televisões”, sublinha o crítico Eduardo Cintra Torres.

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