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Eu sou a Reem. E eu sou a Rana. E eu a Fatima. E esta é a refeição da vida

“Mezze - comida do Médio Oriente” abre portas esta terça-feira no centro de Lisboa. Dez dos funcionários são refugiados sírios a viverem em Portugal

marcos borga

A cozinha é por vezes o resultado bonito de palavras mais ou menos conhecidas e inesperadas misturadas entre si. De certa maneira, é como a vida. E este texto vem com vida e comida, esse encontro tão comovente: puré de beringela assada com tahini, xarope de romã e especiarias; salada de salsa picada, bulgur, tomate cebola e hortelã; pasta de grão cozido com creme de sésamo; beringelas no forno com tomate e especiarias; bolinhos fritos de carne de vaca, bulgur e especiarias; arroz fumado com pimentos; bolinhos fritos de grão e especiarias; salada mista com pão árabe estaladiço; estufado de lentilhas; bulgur com cebola frita

Um homem de bigode vistoso espreita do lado de fora. Com a cara colada ao vidro e testa franzida, olha curioso. No lado de dentro há agitação, cerca de uma dezena de pessoas anda de um lado para outro com pratos, travessas e tigelas cheios de comida. Os tachos e as louças batem, o som ecoa e enche o espaço pequenino de paredes de vidro. Por trás do balcão, os rostos estão todos baixos, a olhar com atenção para o que estão a fazer. Ouve-se o deslizar da faca, que termina num ‘tock’ ao bater na tábua de corte. O homem do bigode afasta-se da janela e segue caminho. De quando em quando, aparece mais alguém e faz o mesmo. O que ali se passa? É o “Mezze – Cozinha do Médio Oriente” a preparar a abertura.

Sabe o que é Baba Ganoush? É puré de beringela assada com creme de sésamo, xarope de romã e especiarias. E Kebseh, conhece? É arroz fumado com pimentos. Provavelmente, já ouviu falar e até provou hummus, uma pasta de grão. Todos estes são pratos típicos do Médio Oriente e vão ser servidos no “Mezze”, o restaurante que nasceu do “Pão a pão – Projeto de Integração de Refugiados”, a iniciativa que promoveu jantares sírios no Mercado de Santa Clara, em Lisboa, durante o mês de dezembro. A ideia correu tão bem que se tornou permanente e abre ao público esta terça-feira no renovado Mercado de Arroios.

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