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Voltámos mais irresponsáveis

Graham MacIndoe

Quatro anos depois de “Trouble Will Find Me”, os The National apanham-nos desprevenidos com “Sleep Well Beast”: “Eu tirar-te-ia da tua concha / Mas a minha fé está doente / Preciso de ti sozinho”

Soraia Pires

Soraia Pires

Jornalista

Eles tornam a melancolia em coisa épica através de canções de amor. Há 18 anos que os The National são companhia para noites mais ou menos calmas e este ano regressam para nos agitar - mas só um pouquinho. “Sleep Well Beast” marca uma viragem na sonoridade da banda mas percebemos que está tudo bem porque continuamos a ter baladas com a tristeza necessária para sermos amparados.

Este é disco mais experimental da carreira dos The National - nestas 12 canções vamos estranhar os sintetizadores, os solos de guitarra dos irmãos Dessner plenos de fúria que capturam o medo, a raiva e a apatia, e a eletrónica que nos faz mexer a cabeça enquanto ouvimos Matt Berninger a falar sobre isolamento e perda (“Day I Die”, “Turtleneck” e “I’ll Still Destroy You”). Mas continuam a lembrar o passado (“Empire Line”, “Nobody Else Will Be There” e “Sleep Well Beast”) porque há o “folk” que apreciamos, o rock que faz mexer os pés e o intimismo lírico que nos pede mãos para agarrarmos.

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