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Não fazes nada da vida se não te sentires desconfortável

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Ao quarto álbum, e depois de uma pausa de seis anos e meio, James Murphy continua um homem cansado e demasiado consciente de si mesmo. As suas preocupações também continuam, em grande medida, as mesmas. Em todos os outros aspetos, os LCD de “American Dream” continuam também a ser os LCD de sempre. E essa é precisamente a boa notícia

Helena Bento

Jornalista

É difícil esquecer o olhar de James Murphy no final daquele que seria supostamente o último concerto dos LCD Soundsystem. O músico norte-americano dava a entender ter várias razões para querer pôr um fim à banda e, ainda hoje, não sabemos qual delas era a mais verdadeira ou a que estava mais próxima da realidade. Dizia que estava cansado dos concertos e das viagens intermináveis e que de cada vez que ia em tour ficava gravemente doente ou apanhava uma infeção ou cresciam-lhes cabelos brancos.

Dizia também que, ao fim de três álbuns, o primeiro dos quais homónimo, lançado em 2005, já toda a gente esperava que o disco seguinte fosse uma coisa “em grande”. E James Murphy não só não sabia o que significava fazer uma coisa em grande, como não sabia se seria capaz de fazê-la ou mesmo se queria realmente fazê-la. Achava que quanto mais se esforçasse por fazê-lo, mais depressa se desiludiria com o resultado. Mais depressa sentiria que aquele álbum não era o seu álbum.

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