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A saga do português que passou cinco anos em três cadeias da Arábia Saudita

Hélder Almeida foi detido a 26 de julho de 2012 e libertado a 1 de agosto deste ano. Continua impedido de deixar a Arábia Saudita para regressar a Portugal

Durante nove anos Hélder Almeida viveu como um homem de sucesso na Arábia Saudita. A sorte mudou em junho de 2012 quando foi detido por assinar cheques pré-datados, sem cobertura, no montante de 2,8 milhões de euros. Os cheques eram da empresa para onde trabalhava, mas a assinatura era a dele. Foi preso, mudou de cadeia duas vezes, dormiu em camaratas com 200 detidos, e perdeu parte da visão do olho esquerdo

Tinha 24 anos quando trocou a vida incerta de empresário em nome individual no sector da construção civil por um emprego que lhe oferecia óbvias “vantagens financeiras” na Arábia Saudita: “Fui trabalhar para uma das maiores construtoras sauditas”, disse Hélder Almeida ao Expresso. “Comecei na área da supervisão como ‘Assistant Technical Manager’; falo seis línguas – português, inglês, francês, espanhol, italiano e árabe – e esse foi uns dos fatores que contribuiu para a minha promoção” na carreira.

Em 2010, sete anos depois de ter aterrado pela primeira vez em Riade, aceitou a proposta da GMB Saudia, para trabalhar como diretor-geral desta construtora, sabendo que vivia “num país onde a lei islâmica e os hábitos islâmicos são levados a sério”. Nos primeiros dois anos da nova vida como diretor-geral correu tudo bem. Riade parecia ser a cidade ideal para acumular um pé de meia: “A minha rotina diária na Arábia Saudita dependia da carga laboral, porque naquelas funções não se tem horário de trabalho estipulado”.

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