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Ministérios desentendem-se sobre greve dos enfermeiros

josé carlos carvalho

Trabalho e Finanças não estão em sintonia sobre a legalidade da convocatória da paralisação marcada para a próxima semana. Um diz que é ilegal, o outro reuniu-se para arbitrar serviços mínimos

O protesto de zelo dos enfermeiros parteiros e a greve anunciada para a próxima semana criou divisões entre os profissionais e as tutelas, entre clínicos e elementos de enfermagem, entre as respetivas ordens profissionais, entre os sindicatos da classe e, agora, até entre o próprio Governo. O Ministério do Trabalho garante que a paralisação foi ilegalmente convocada mas o das Finanças entendeu que não e até já arbitrou o conjunto de serviços que têm de ser assegurados nos cinco dias de greve.

Numa carta com a data da passada sexta-feira, o secretário de Estado do Emprego fez saber aos dois sindicatos que calendarizaram a paralisação que a diligência era ilegal. “Atenta a data do aviso prévio de greve apresentado pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem e pelo Sindicato dos Enfermeiros, datado de 28 de agosto de 2017, para greve geral a realizar das zero horas do dia 11 de setembro às 24 horas do dia 15 de setembro, tem-se por irregularmente convocada, uma vez que aquele aviso prévio remetido a este ministério não cumpriu o prazo de dez dias úteis.” Mas, no mesmo dia, os dirigentes sindicais foram chamados pelas Finanças para clarificarem os serviços mínimos dessa mesma greve.

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