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O sábado da discórdia na Autoeuropa: “Há muitos casais que não têm sequer a quem deixar os filhos nesse dia”

RUI MINDERICO/ lusa

Greve na Autoeuropa desta quarta-feira parou a produção, mas a empresa assegura que a fábrica “tem capacidade de se adaptar para recuperar a produção perdida ao longo da semana”. Administração vai reunir-se com o sindicato a 7 de setembro. O que está em causa, diz Eduardo Florindo, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente (SITE) do Sul, é a “obrigatoriedade de trabalhar todos os sábados”

Pela primeira vez em 26 anos (excetuando greve geral), os trabalhadores da Autoeuropa aderiram a uma greve de 24 horas que paralisou a produção da fábrica de Palmela. O sindicato faz um balanço “positivo” da adesão à greve e lembra que os trabalhadores têm um ponto central em desacordo com a proposta da administração: o trabalho obrigatório ao sábado. “Os trabalhadores não querem ter a obrigação de trabalhar todos os sábados, mesmo que fosse com o pagamento como horas extraordinárias como acontece até agora sempre que a empresa tem pedido”, afirma ao Expresso o sindicalista Eduardo Florindo.

A inédita greve na Autoeuropa - onde as relações laborais entre os trabalhadores e a administração foram estáveis durante mais de 20 anos - começou às 23h30 de terça-feira e prolonga-se até à meia-noite desta quarta-feira. A meio da tarde, a administração da empresa, que anteriormente tinha recusado negociar com os sindicatos, aceitou reunir-se com o SITE Sul (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul), afeto à CGTP, no próximo dia 7 de setembro.

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