Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

“Tenho expectativas de que esta eleição em Angola seja uma janela de mudança”

Mais de nove milhões de angolanos estão recenseados para as eleições de 23 de agosto: João Lourenço é o mais provável vencedor do sufrágio

getty

Na véspera das eleições angolanas que põem fim a um ciclo de governação de José Eduardo dos Santos que durou 38 anos, o Expresso entrevistou a especialista em Assuntos Africanos Ana Lúcia Sá. A mais que provável eleição do candidato do MPLA é “aguardada com grande expectativa”. João Lourenço é um “candidato consensual no interior” do partido, esperando-se que a sua eleição seja uma “janela de mudança na continuidade” que promova uma “abertura ao diálogo com os jovens descontentes, a sociedade civil angolana e o as diversas instituições políticas do país”

Se for eleito Presidente de Angola nas eleições desta quarta-feira, João Manuel Gonçalves Lourenço será empossado Chefe de Estado aos 63 anos − (quase) o dobro da idade que José Eduardo dos Santos tinha quando foi escolhido pelo bureau político do MPLA para suceder a Agostinho Neto. O peso ou a força dos anos são por si só um garante de que o general João Lourenço, o ex-ministro da Defesa indigitado pelo partido do poder para suceder a José Eduardo dos Santos, terá um ‘reinado’ mais curto do que o seu antecessor.

A seu favor tem o facto de ser considerado um homem “consensual” no interior do MPLA, menos exuberante na ostentação de riqueza, e que até aqui nunca esteve envolvido em nenhuma investigação por crimes de corrupção, que já beliscaram a imagem de várias figuras da hierarquia angolana, como foi o caso de Manuel Vicente, que chegou a ser apontado como o sucessor certo de José Eduardo dos Santos.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOSeandroid - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)

  • Angola: “No dia 23 só vai dar quatro”

    Encerrado esta segunda-feira o período de campanha, os mais de nove milhões de angolanos inscritos para votar no novo governo até 2022 dispõem de 24 horas de reflexão. Acusações mútuas e promessas vão ecoar na escolha que os cidadãos vão fazer de um futuro que tem como ponto de partida a saída de cena de José Eduardo dos Santos